Academias de Arte – Antigas




Associações que surgem na Itália, no século XVI, nos moldes das sociedades de sábios e artistas do início do Renascimento, que pretendiam reviver a arte e a cultura da Antiguidade. O nome tem origem no jardim de Atenas, chamado de Academia, onde o filósofo grego Platão (427 a.C.-347 a.C.) dava aulas.

Inicialmente, as academias eram locais onde os artistas se encontravam para discutir e trabalhar em oficinas de arte. Depois, as academias passam a controlar o ensino e o papel do artista na sociedade. Impõem normas rígidas para a produção artística e estabelecem um rigoroso currículo com aulas teóricas e práticas.

Ao longo dos séculos XVI e XVII surgem academias em várias capitais da Europa, não só ligadas às artes, mas também à ciência e à literatura. Uma das principais academias de artes plásticas é a Academia Real de Pintura e Escultura de Paris, fundada em 1648 e dirigida pelo pintor oficial da Corte de Luís XIV (1638-1715), Charles Le Brun (1619-1690). Artistas como os franceses Jacques-Louis David (1748-1825) e seu aluno Jean-Auguste Ingres (1780-1867) estiveram ligados a academias.
A partir do século XIX surgem tendências, como o impressionismo, que reagem à imposição de preservar padrões estéticos dos séculos anteriores e desrespeitam os pressupostos acadêmicos. Elas defendem a opção pela originalidade e propõem que cada artista defina suas regras.






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