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Televisão no Brasil
Televisão no Brasil
Existem atualmente 257 geradoras – emissoras que produzem seus próprios programas – em operação no país, e 7.497 retransmissoras – emissoras sem produção própria que retransmitem a programação das geradoras –, número que quase triplicou em relação ao ano de 1995. Segundo o anuário Grupo de Mídia, a Rede Globo possui a cobertura geográfica mais extensa (sua programação atinge 99,84% dos municípios do país), seguida do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) (81,74%), da Bandeirantes (62,99%), da Manchete (45,80%), da Record (22,42%) e da Central Nacional de Televisão (CNT) (6,61%).
História – A primeira transmissão oficial de televisão no país acontece em 18 de setembro de 1950, com a inauguração da TV Tupi de São Paulo, pertencente à grande cadeia jornalística Diários e Emissoras Associados, de Assis Chateaubriand (1892-1968). Quatro meses depois, em 1951, é instalada a TV Tupi carioca e, em 1953, é criada a TV Record.
No Brasil, a televisão e o telejornalismo nascem praticamente juntos: no dia seguinte à sua inauguração, a Tupi paulistana lança Imagens do Dia, que fica no ar até 1952, quando é substituído pelo Telenotícias Panair. Este, por sua vez, dá lugar, no ano seguinte, àquele que seria o principal telejornal brasileiro até o final da década de 60: o Repórter Esso. Nos anos 70, o Jornal Nacional (1969), da Rede Globo, assume a liderança de audiência. Nessa fase inicial também destacam-se os programas teatrais, educativos e infantis, a maioria feitos ao vivo.
Nos anos 60, a televisão alcança enorme popularidade no Brasil. Têm início as transmissões de longa distância, usando a estrutura da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) que, em 1965, começa a interligar todos os estados por modernos sistemas de microondas. A Embratel também conecta o país ao resto do mundo ao inaugu-rar Tanguá I (1969), sua primeira estação terrena para comunicações via satélite . A década é igualmente marcada pelo uso dos equipamentos de videoteipe, introduzidos no país em 1962, que agilizam as produções e melhoram a qualidade dos programas, agora editados antes de irem para o ar. Entre os sucessos de audiência do período estão os musicais, os festivais de música popular, os programas de auditório e as telenovelas.
Em 1972 é implantada oficialmente a TV em cores. Nessa década, a Rede Globo torna-se a maior rede de comunicações do país. Investe em telenovelas, programas de auditório, de humor e jornalísticos. Essa hegemonia, no entanto, sofre uma ligeira alteração nos anos 80 e 90, quando outras redes começam a ganhar espaço, entre as quais a Bandeirantes (1969), o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) (1981), a Rede Manchete (1983) e a Central Nacional de Televisão (CNT) (1993). Com o surgimento das televisões por assinatura, ocorre maior segmentação da audiência.
TV por assinatura – Implantada em 1990, a televisão por assinatura no Brasil funciona pelos sistemas DBS, DTH, por cabo de fibra óptica e MMDS (ver Televisão). Atualmente, os canais são distribuídos pela Net-Multicanal (os principais acionistas são as Organizações Globo, a RBS e a Multicanal), com 1,2 milhão de assinantes, e pela TVA (os principais acionistas são o Grupo Abril, o Chase Manhattan, a ABC Inc., a The Hearst Corporation e a Falcon Cable International), com 1 milhão de assinantes (dados de dezembro de 96).
Com o lançamento do satélite brasileiro Galaxy III-R, a TVA inaugura um novo sistema, em julho de 1996: a DirecTV, que leva o sinal da televisão direto do satélite à casa do assinante. Para recebê-lo, é preciso uma miniparabólica com 60 cm de diâmetro e um decodificador. O usuário paga uma mensalidade e obtém 72 canais de vídeo e 30 de áudio. Se quiser assistir a alguns filmes e eventos especiais, ele paga taxas adicionais (pay-per-view). O serviço correspondente à DirecTV na Net-Multicanal é o Sky, lançado em novembro de 1996, e que opera pelo satélite Pas-III. A Sky oferece cerca de 40 canais, incluindo as programações do sistema pay-per-view.
May 12, 2008 No Comments
Televisão
Televisão
Meio de comunicação que utiliza sons e imagens em movimento. Transformados em sinais elétricos, esses sons e imagens são transmitidos para os aparelhos receptores, pelas emissoras de televisão , por meio de raios eletromagnéticos ou por um cabo elétrico.
Primeiras experiências – A origem da televisão está na descoberta do selênio, em 1817, por Jacob Berzelius (1779-1848). Em 1873, o inglês Willoughby Smith comprova que esse elemento químico transforma energia luminosa (a imagem é o fruto da reflexão da luz) em elétrica. Em 1884, o alemão Paul Gottlieb Nipkow (1860-1940) desenvolve um equipamento eletromecânico que veicula imagens em movimento. No final do século, uma nova invenção incorpora-se à história da televisão: a célula fotoelétrica (1892), que converte as subdivisões da imagem num sinal elétrico. A primeira transmissão de imagens pelo sistema eletromecânico acontece em 1926, em Londres, com o inglês John Baird.
A televisão eletrônica – Os obstáculos na veiculação de imagens são finalmente superados com a criação, nos EUA, do iconoscópio, pelo russo Vladimir Kosma Zworykin (1889-1982). O aparelho – um tubo de raios catódicos no qual uma imagem óptica é convertida numa seqüência de impulsos elétricos – substitui os discos mecânicos de Nipkow, dando início à televisão eletrônica. Zworykin, que fica conhecido como o “pai da televisão”, patenteia o iconoscópio em 1923.
Popularização da TV – Na década de 30, começam as transmissões televisivas regulares nos EUA e Europa. Em 1931, entram em funcionamento as redes norte-americanas National Broadcasting Company (NBC) e Columbia Broadcasting System (CBS). Seis anos depois, a British Broadcasting Corporation (BBC) inaugura sua estação regular em Londres. Com a eclosão da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), a maioria das transmissões são suspensas. A televisão só retoma seu curso a partir do fim da guerra. Em 1950, os EUA já contam com 107 estações e no restante do mundo a TV também se desenvolve rapidamente. Nesse ano é criada a Eurovision, rede européia de TV. Paralelamente, há um aumento crescente na demanda por televisores. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a quantidade de receptores no mundo sobe de 11 milhões, em 1950, para 116 milhões, em 1962, atingindo 251 milhões no início dos anos 70.
Novas tecnologias – Em 1954, entra em funcionamento, nos EUA, o sistema eletrônico de TV em cores, desenvolvido em 1940 por Peter Carl Goldmark (1906-1977). O padrão de decodificação de cores usado é o National Television System Committee (NTSC), compatível com as televisões em preto e branco da época. Mais tarde os franceses criam o Système Séquentiel à Memoire (SECAM) e os alemães, o Phase Alternative Line (PAL) que, ao lado do NTSC, são os principais padrões adotados no mundo. Os progressos da década incluem a distribuição dos sinais elétricos via cabo e os satélites artificiais de comunicação. Estes últimos viabilizarão a veiculação instantânea dos sinais televisivos para qualquer parte do mundo.
TV por assinatura – Em meados dos anos 70 aparece, nos EUA, a TV por assinatura, em que os sinais codificados são transmitidos com exclusividade para os assinantes. Esses pagam uma taxa mensal correspondente à programação escolhida.
Atualmente existem quatro sistemas diferentes de transmissão de TV por assinatura. No DBS (Direct Broadcasting Sattelite), a programadora manda o sinal codificado para o satélite. Ele é captado pelo assinante por uma antena parabólica convencional e ordenado por um decodificador. O DTH (Direct to Home) é similar ao DBS, mas possui potência e freqüência superiores e requer pequenas antenas parabólicas. No sistema a cabo, a operadora capta os sinais do satélite por uma antena parabólica e os distribui aos assinantes através de cabos de fibra óptica ou coaxiais. No Multichannel Multipoint Distribution Service (MMDS), os sinais são transmitidos em microondas e recebidos por uma antena externa, um conversor e um decodificador.
May 12, 2008 No Comments
Telenovela
Telenovela
Gênero de dramaturgia que se desenvolve no Brasil a partir dos anos 50 e torna-se a representação artística mais popular do país. A telenovela explora enredos de fácil aceitação pelo público, como histórias de amor e conflitos familiares e sociais. Também possui um forte caráter mercadológico: é patrocinada por empresas que anunciam seus produtos nos intervalos das exibições e em algumas de suas cenas. Diferencia-se do teatro e do cinema por ser uma obra aberta, cujos acontecimentos e desfecho estão sujeitos a mudanças ocasionadas principalmente pelos índices de audiência.
Evolução da telenovela – A teledramaturgia brasileira nasce em 1950: nesse ano vai ao ar Sua Vida me Pertence, de Walter Forster, a primeira tentativa de se fazer uma história seqüencial. Inicialmente, as telenovelas brasileiras são adaptações de obras literárias, como O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brönté (1818-1848), e Os Miseráveis , de Victor Hugo (1802-1885). Os enredos são em sua maioria inconsistentes e as produções, de baixa qualidade, por falta de recursos técnicos. Mais tarde, esses obstáculos são superados, com o uso de câmeras mais modernas e do videoteipe.
A telenovela diária aparece em 1963: a TV Excelsior de São Paulo e do Rio de Janeiro, exibem 2-5499 Ocupado, de Dulce Santucci, adaptação de um texto argentino. O primeiro sucesso de audiência vem com O Direito de Nascer (1965), do cubano Félix Caignet, apresentada pela
Tupi. A partir daí, as emissoras passam a produzir novelas sistematicamente. Beto Rockfeller (1968), de Bráulio Pedroso, exibida pela Tupi, revoluciona o gênero ao tratar de temas familiares à realidade brasileira e usar uma linguagem coloquial.
Com o aprimoramento do meio, abre-se um novo campo de trabalho para os atores e autores, que migram do cinema e do teatro para a TV, atraídos por melhores salários. Em meados dos anos 60, as telenovelas passam a ser escritas por autores de teatro, como Dias Gomes, Lauro César Muniz, a cubana Glória Magadan, responsável pelos primeiros sucessos da Globo, Ivani Ribeiro e Cassiano Gabus Mendes.
A década de 70 marca o início da hegemonia da Globo na produção de novelas, que se mantém até os dias de hoje. Janete Clair (1925-1983), autora de Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Pecado Capital, Sétimo Sentido, entre outras, torna-se a principal telenovelista do período, enveredando por temas universais, como o misticismo, e criando tramas urbanas que abordam conflitos entre pobres e ricos. Nos anos 80, a emissora lança as minisséries, que se sobressaem pela sofisticação da produção e pela adaptação de clássicos da Literatura brasileira como O Tempo e o Vento, de Érico Verissimo (1905-1975), e Grande Sertão: Veredas , de João Guimarães Rosa (1908-1967).
Os anos 90 começam com um grande sucesso: Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, da TV Manchete, que chega a ameaçar a audiência da Globo. O SBT reativa seu núcleo de dramaturgia em 1995, além de exibir produções mexicanas. A Rede Bandeirantes (através do sistema de co-produção com produtoras de vídeo) também apresenta novelas. Entre os autores importantes da atualidade estão Dias Gomes
(Roque Santeiro), Aguinaldo Silva (Tieta), Sílvio de Abreu (A Próxima Vítima), Gilberto Braga (Pátria Minha), Miguel Falabella (Salsa e Merengue) e Benedito Ruy Barbosa (O Rei do Gado).
Novelas no exterior – Atualmente as novelas brasileiras são exportadas para mais de 120 países. A primeira produção do gênero a entrar no ar fora do país é O Bem Amado (1973), escrita por Dias Gomes e exibida pela Rede Globo. Escrava Isaura (1976), também da Globo, faz enorme sucesso, sendo vendida para cerca de 30 países até a década de 80. A partir dos anos 90, surgem as co-produções entre emissoras brasileiras e estrangeiras, para facilitar a comercialização. A primeira é da Globo junto com a TV portuguesa RTP1, que exibem simultaneamente, em 1993, Pedra sobre Pedra, de Aguinaldo Silva (1944-). Atualmente, as novelas da emissora passam ao mesmo tempo no Brasil e em Portugal.
May 12, 2008 No Comments












