Category — Religiões
Xintoísmo
Xintoísmo
Religião japonesa dos tempos pré-históricos. Originalmente, o xintoísmo não tinha nome, doutrina ou dogmas. Era um conjunto de ritos e mitos que explicavam a origem do mundo, do Japão e da família imperial. Os protagonistas desses mitos eram os Kamis, deuses ou energias divinas que habitam todas as coisas e sucedem-se por gerações, desde a criação do mundo. Recebe o nome de xintoísmo (“caminho dos deuses”) para distinguir-se do confucionismo e do budismo, religiões originárias da China.
O culto xintoísta é realizado no templo dos Kamis locais, feito de madeira e, segundo a tradição, reconstruído a cada 20 anos. Os sacerdotes realizam rituais de purificação e renovação. Nas festas religiosas, uma estátua do Kami ou um emblema que o simboliza é transportado pelas ruas em um andor, o mikoshi.
O xintoísmo permanece como religião oficial do Japão de 1868 até 1946. Após a derrota japonesa na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), o imperador Hiroíto renuncia ao caráter divino atribuído à realeza, e a nova Constituição do país passa a defender a liberdade de religião. A partir de 1946, a prática do xintoísmo é supervisionada por uma associação, a Jinja honcho. Atualmente, mais de 100 milhões de japoneses têm contato com alguma das 13 principais seitas xintoístas, mas apenas 3,1 milhões são praticantes. Existem mais de 185 mil sacerdotes e cerca de 80 mil santuários.
May 12, 2008 No Comments
Xamanismo
Xamanismo
Conjunto de práticas mágicas realizadas em estado de êxtase pelo xamã , o feiticeiro, com o objetivo de fazer contato com os espíritos e conseguir ajuda nos assuntos humanos. Embora se manifeste em diversos cultos religiosos da Ásia Central e Setentrional, Oceania e América do Norte, o xamanismo não é considerado uma religião.
Geralmente, o xamã é um homem dotado de capacidade mediúnica. Suas principais tarefas são a cura e a adivinhação, alcançadas por meio da possessão ou de viagens ao “mundo do além”. Durante as sessões, ele entra em estado de transe – sem precisar, obrigatoriamente, consumir substâncias tóxicas ou alucinógenas – e viaja ao encontro dos espíritos. Muitas vezes, é possuído por eles, que falam, então, com os vivos por seu intermédio.
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Umbanda
Umbanda
Religião tipicamente brasileira, que nasce no Rio de Janeiro, na década de 20, a partir da mistura de crenças e rituais africanos e europeus. Para a umbanda, o universo é povoado de entidades espirituais poderosas, os guias, que entram em contato direto com os homens através de um iniciado (o médium), que as incorpora. Tais guias apresentam-se por meio de figuras geralmente associadas aos setores marginalizados do país, como o caboclo (o índio), o preto-velho, o zé pelintra (o malandro) e a pomba-gira (a prostituta).
Origem – As raízes umbandistas encontram-se em duas religiões trazidas da África pelos escravos: a cabula, dos bantos, e o candomblé, da nação nagô, do qual herda os orixás, como Oxóssi e Iemanjá. Os elementos africanos misturam-se ao catolicismo, gerando a identificação dos orixás com santos. Outra influência é o espiritismo kardecista, que acredita na possibilidade de contato entre vivos e mortos e na evolução espiritual, a partir de sucessivas vidas (encarnações) na Terra. A umbanda incorpora ainda ritos indígenas e práticas mágicas européias.
Organização – As principais autoridades umbandistas são os pais-de-santo ou mães-de-santo, que incorporam as entidades, zelam pela manutenção da doutrina e presidem as sessões realizadas no terreiro (o templo). Abaixo deles estão os filhos ou filhas-de-santo, que também são médiuns. Há ainda os auxiliares, que ajudam a organizar o terreiro e assessoram os pais-de-santo durante as sessões.
As entidades umbandistas organizam-se em dois grupos, o da “direita” e o da “esquerda”. O grupo da direita divide-se em sete linhas que, em geral, são presididas pelos orixás. Na esquerda há cinco linhas, presididas pelos Exus que agrupam guias considerados espíritos menos desenvolvidos, como as pombas-giras. As entidades da direita e da esquerda podem fazer “trabalhos” para ajudar os seres humanos. Os guias da direita só realizam trabalhos “bons”, já os da esquerda são usados para fazer mal a outras pessoas.
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