Category — Fotos - Engraçadas
Alexandre, o Grande
Alexandre, o Grande
Rei da Macedônia (356 a.C.-323 a.C.). Responsável pela unificação do mundo antigo sob a cultura grega. Filho do rei Felipe II e Olímpia, nasce em Pela, na Macedônia, região no norte da Grécia. Sob a influência do filósofo grego Aristóteles seu preceptor dos 13 aos 16 anos, passa a apreciar Filosofia, Medicina e Ciências. Assume o trono aos 20 anos, após o assassinato do pai. Durante seus 13 anos de reinado, Alexandre, também conhecido como Magno (do latim, grande), cria o maior império territorial conhecido até então. Estabelece completo domínio sobre Grécia, Palestina e Egito, avança através da Pérsia e da Mesopotâmia e chega à Índia. Organiza o Império Macedônico em nove reinos, ou diádocos, considerados propriedades privadas. Funda mais de 70 cidades, entre elas Alexandria, localizada no delta do Rio Nilo, no Egito. Essas cidades funcionam como mercados de intercâmbio comercial com China, Arábia, Índia e interior da África. Suas conquistas e a criação dos reinos diádocos permitem a difusão cultural grega no Oriente. A fundação da Biblioteca de Alexandria, com 700 mil volumes, transforma a cidade num centro irradiador da cultura helenística, incentivando o florescimento da Geografia, Matemática, Astronomia, Medicina, Filosofia, Filologia e Artes. Morre aos 33 anos, na Babilônia.
May 12, 2008 No Comments
Neoconcretismo
Neoconcretismo
Movimento das Artes Plásticas no Brasil que começa em 1957, no Rio de Janeiro, como dissidência do concretismo paulista. Insatisfeitos com o que consideravam excesso de racionalismo, alguns artistas aliam ao concretismo uma dose maior de sensualidade. Isso é feito com o uso mais liberado da cor nas telas e com a criação de objetos que dependem da manipulação do espectador. Tendo como mentores intelectuais o poeta Ferreira Gullar (1930-) e a artista plástica Lygia Clark (1920-1988), os artistas do movimento expõem suas idéias no “Manifesto
Neoconcreto”, publicado no Jornal do Brasil, em 1959.
Os neoconcretos podem ser divididos em dois subgrupos. Com maior liberdade de concepção, o primeiro produz pinturas, esculturas e objetos que combinam essas duas formas de arte. Entre eles destacam-se os escultores Amilcar de Castro (1920-), Franz Weissmann (1914-), Willys de Castro (1926-1988) e Hércules Barsotti (1914). Amilcar de Castro trabalha com chapas de ferro que são dobradas no espaço como folhas de papel. Willys de Castro faz os chamados relevos de parede, desenvolvendo objetos em madeira ou metal, que mesclam pintura e escultura. O segundo subgrupo estimula a percepção tátil além da visual para que o público interaja com suas obras. Seus maiores representantes são Lygia Clark, Hélio Oiticica (1937-1980) e Lygia Pape (1929-). Um dos principais trabalhos de Lygia Clark é sua série Bichos, composta por peças de metal unidas por dobradiças. O espectador pode manipular o objeto e modificar a sua forma.
A participação do espectador nas obras de Hélio Oiticica também é fundamental. Seus “penetráveis” são ambientes em forma de labirinto colorido onde o público pode entrar e ter contato com estímulos sensoriais, como água e areia. Os “parangolés” , palavra até então sem nenhum significado, são capas e faixas feitas de tecidos e cordões pintados para serem vestidas durante apresentações de dança e música. São expostos pela primeira vez no Salão Esso, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, em 1964. Alguns parangolés exibem textos e fotos. Num deles, de 1968, está escrito: “Seja marginal, seja herói”.
Lygia Pape leva as experiências do neoconcretismo para áreas além da pintura e da escultura. Produz vários livros, entre eles o Livro da Criação (1960), em que o espectador interage com as várias folhas coloridas, que contêm, por exemplo, dobraduras e furos por onde passa luz. A cada abertura, o livro mostra-se diferente.
May 11, 2008 No Comments
Minimalismo
Minimalismo
Tendência das Artes Plásticas e da Música e que surge no início dos anos 60 nos Estados Unidos, caracterizada pela criação de obras com a utilização de um mínimo de recursos.
ARTES PLÁSTICAS – O minimalismo restringe o uso de cores, a composição e a emoção. Privilegia as formas geométricas simples, repetidas simetricamente, e valoriza os novos materiais industrializados. A escultura e a instalação têm primazia sobre a pintura, pois considera que, mesmo exibindo materiais ou técnicas de vanguarda, um quadro sempre será um objeto artístico convencional. Também são rejeitadas as esculturas feitas com materiais nobres, como mármore ou bronze. As obras são geralmente modulares.
Os minimalistas recusam a visão de que o artista é um gênio excluído da sociedade produtiva, o que se reflete em obras que exploram materiais industrializados e repetem formas, como numa linha de montagem. Um exemplo é uma instalação do norte-americano Donald Judd (1928-1994), em que tijolos são colocados lado a lado e o número de peças da composição varia em função do espaço utilizado. Em 1965, o norte-americano Robert Morris (1931-), um dos principais artistas minimalistas, cria uma instalação com quatro cubos espelhados que refletem o espaço da galeria. Em outro trabalho, ele expõe três módulos de fibra de vidro idênticos em forma de L, cada um numa posição. Apesar de iguais, criam a impressão de que os tamanhos variam. Outros representantes do minimalismo são o italiano Piero Manzoni (1933-1963) e os americanos Sol Lewitt (1928-) e Ad Reinhardt (1913-1967).
O minimalismo, contrário ao caráter de mercadoria que seus adeptos viam na arte feita até aquela época, acaba produzindo objetos cuja elegância simples (clean) vira sinônimo de sofisticação e atrai vários compradores. Para manter a fidelidade a seus princípios originais, vários artistas da tendência reformulam alguns dos seus processos de trabalho e passam a realizar obras que nos anos 70 são conhecidas como pós-minimalistas.
Pós-minimalismo – Na Itália, essa nova tendência das Artes Plásticas ganha o nome de arte povera (arte pobre), também conhecida nos EUA como antiforma. Seus adeptos trabalham com materiais naturais, como água e terra, ou pobremente industrializados, do tipo barbante e corda. A ênfase no caráter modular das obras diminui. Os expoentes são o norte-americano Richard Serra (1939-) e o italiano de origem grega Jannis Kounellis (1936-).
MÚSICA – A redução dos recursos ao mínimo faz com que uma obra musical minimalista possa resumir-se à execução de apenas duas notas. Em geral, o mesmo som é repetido à exaustão. É comum as composições serem apresentadas durante happenings. A música minimalista nasce com a série Composições 1960, criada por La Monte Young
(1935-). Na Composição 1960 n° 7, a partitura determina apenas o uso das notas si e fá sustenido, com a indicação “para ser sustentado por um longo tempo”. Outro expoente é Terry Riley
(1935-), que cria música minimalista baseada na repetição de ritmos, não de notas. Na sua obra Em Dó, 53 músicos devem repetir por longo tempo uma série de ritmos em torno da nota dó.
Na década de 70 a música minimalista vive nova fase. Os compositores repetem padrões ritmo-melódicos que fazem referência a músicas do passado ou de outras culturas. Steve Reich (1936-), autor de Music for 18, utiliza elementos do gamelão javanês. Philip Glass (1937-), compositor de Einstein na Praia, aproveita elementos do barroco.
MINIMALISMO NO BRASIL – Nas Artes Plásticas, embora o minimalismo não tenha tido seguidores importantes no país, o pós-minimalismo influencia vários artistas, entre eles José Resende (1945-). Em algumas de suas obras, Resende derrama parafina quente sobre um pedaço de couro cru e o resultado final é conseqüência da troca térmica entre os dois materiais: o couro se enruga e a parafina endurece. O pós-minimalismo enfraquece no início dos 80, quando a pintura é revalorizada.
Na música, nos 70 e 80, a tendência influencia compositores jovens e outros anteriormente ligados ao concretismo, como Gilberto Mendes (1922-).
May 11, 2008 No Comments












